terça-feira, 29 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
"E é só depois, quando já tens o que não celebraste não ter, que fazes tudo para voltares a não ter o que não tiveste tanto tempo sem ligar a ponta de um chavelho. E é só depois, quando já tens o que não celebraste não ter, que percebes, talvez tarde demais, que deverias ter festejado o que não tinhas. Valorizar é a única forma de te valorizares. Valorizar o que te acontece e o que não te acontece é a única forma de te valorizares enquanto a vida que acontece. Porque o que não te acontece também é algo que te acontece. Não entendeste? Acontece." Pedro Chagas
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague o seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Cri|ar
"Arriscar tem a ver com confiança. Uma pessoa sem confiança vai tentar repetir, fazer igual aos outros, não cometer erros, que é uma ideia muito valorizada. Mas o erro está ligado à descoberta. É fundamental não ter medo nenhum do erro. O que é o erro? Eu tinha previsto ir numa determinada direcção e não fui, errei. O erro é encontrar alguma coisa, algo que se cruza com o novo, o criativo."
Gonçalo M. Tavares, in "Entrevista a MilFolhas (Público), em 8 Janeiro 2005"
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
in|contar
[Porto]
Albert Einstein
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Ideia|s
[LX Factory | Lisboa]
"É muito importante que o homem tenha ideais. Sem eles, não se vai a parte alguma.
No entanto, é irrelevante alcançá-los ou não.
É apenas necessário mantê-los vivos e procurar atingi-los."
Dalai Lama
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Abandono
[Caxias]
"Mas é exactamente isso que é supreendente em ti tu gostas de dar prazer. Gostas de fazer do teu corpo um objecto agradável, gostas de dar prazer com o teu próprio corpo: é precisamente isso o que os ocidentais já não conseguem fazer. Perderam completamente o sentimento da dádiva. Mesmo esforçando-se, não conseguem assumir o sexo como uma coisa natural. Além de terem vergonha do seu corpo, muito diferente do corpo das estrelas pornográficas, também não sentem uma verdadeira atracção pelo corpo dos outros. Ora, é impossível fazer amor sem um certo abandono, sem a aceitação, pelo menos temporária, de um certo estado de fraqueza e de dependência. Tanto a exaltação sentimental como a obsessão sexual têm a mesma origem, resultam ambas do esquecimento parcial do eu; é algo que não pode acontecer sem que a pessoa perca alguma coisa de si mesma. E nós tornámo-nos frios, racionais, extremamente conscientes dos nossos direitos e da nossa existência individual; primeiro que tudo, queremos evitar a alienação e a dependência; além disso, vivemos obcecados com a saúde e com a higiene: e não são essas as condições ideais para fazer amor."
Michel Houellebecq, in 'Plataforma'
terça-feira, 20 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Realmente Importante
[Praia do Guincho]
"Lembrar-me que inevitavelmente terei que morrer é a mais importante ferramenta que eu alguma vez encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo - todas as nossas expectativas externas, todo o nosso orgulho, todo o nosso medo do embaraço ou fracasso - todas estas coisas simplesmente caem em face da morte, deixando apenas aquilo que é realmente importante. Lembrares-te que mais cedo ou mais tarde vais morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de que temos alguma coisa a perder. Nós já estamos nús. Não existe nenhuma razão para não seguirmos o nosso coração." Steve Jobs
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Lobachevskii
Imagina a Geometria de Euclides.
Aquela cuja duas linhas paralelas jamais se intersectam.
Agora imagina a Geometria de Lobachevskii.
Aquela cuja duas linhas paralelas se encontram no infinito.
Ora, pois.
É assim o esmaecimento do meu raciocínio.
Paralelo na razão.
E.
Intersecto no desejo.
Percebeste?
Ainda bem que não.
É que a ‘desinquietude’ não se entende.
Saboreia-se.
Aquela cuja duas linhas paralelas jamais se intersectam.
Agora imagina a Geometria de Lobachevskii.
Aquela cuja duas linhas paralelas se encontram no infinito.
Ora, pois.
É assim o esmaecimento do meu raciocínio.
Paralelo na razão.
E.
Intersecto no desejo.
Percebeste?
Ainda bem que não.
É que a ‘desinquietude’ não se entende.
Saboreia-se.
domingo, 21 de outubro de 2012
Gil Vicente
Às vezes existem viúvas-alegres, desmazeladas de ancas caídas e sobrolhos insípidos.
Às vezes há casais enfadonhos, risos contidos de mãos soltas.
Às vezes de pijamas caídos, mamilos esquecidos.
Destinos escolhidos.
Pior ainda. Do medo de e...
Às vezes há casais enfadonhos, risos contidos de mãos soltas.
Às vezes de pijamas caídos, mamilos esquecidos.
Destinos escolhidos.
Pior ainda. Do medo de e...
starem sozinhos.
Às vezes.
Tantas vezes é assim.
Fazem-se funerais sem corpos. Buracos sem terra. Jazigos sem portas.
E ainda o padre está no baptizado, e já se ouvem choros de velórios.
Vão-se embora com medo das lágrimas, dos soluços, do risco da retina.
Vão-se embora ainda com borbulhas por nascer. Barba por crescer. Patilhas por cortar.
Existem homens assim.
Que nascem do ventre da mãe, e que nunca chegam a ganhar os tomates do pai.
Às vezes existem mulheres católicas. Que se ajoelham por gente. Que nunca chegam a seres humanos.
É o que não falta para aí… tantos funerais assim.
De falsos artesões da vida.
De cadeiras duras. Bancos de madeira. Placitudes de vento.
Fecha-se a porta da igreja. Correntes de ar da vida.
Porque de mortes fundamentalistas está a Barca de Gil Vicente cheia.
Às vezes.
Tantas vezes é assim.
Fazem-se funerais sem corpos. Buracos sem terra. Jazigos sem portas.
E ainda o padre está no baptizado, e já se ouvem choros de velórios.
Vão-se embora com medo das lágrimas, dos soluços, do risco da retina.
Vão-se embora ainda com borbulhas por nascer. Barba por crescer. Patilhas por cortar.
Existem homens assim.
Que nascem do ventre da mãe, e que nunca chegam a ganhar os tomates do pai.
Às vezes existem mulheres católicas. Que se ajoelham por gente. Que nunca chegam a seres humanos.
É o que não falta para aí… tantos funerais assim.
De falsos artesões da vida.
De cadeiras duras. Bancos de madeira. Placitudes de vento.
Fecha-se a porta da igreja. Correntes de ar da vida.
Porque de mortes fundamentalistas está a Barca de Gil Vicente cheia.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
in|cansaço
"Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas de quem amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende." Miguel Esteves Cardoso
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
"O abraço resolveria todos os problemas do mundo. E no entanto não deixaria de não resolver problema algum. E é sempre assim, no mundo, na vida, no sonho, na dor. É sempre assim e nunca deixará de ser assim: é aquilo que nada resolve que tem de resolver tudo o que há para resolver. Não tem nada que saber apesar de ninguém o saber: é aquilo que não serve para nada que serve para tudo."
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Vela|s
"A maneira de apreciarmos uma coisa
é dizermos a nós próprios que a podemos perder."
Gilbert Chesterton
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Arre|ganhados
Há quem seja viajante. E há quem seja turista. Um viajante vive. Um turista existe. A vida é o presente. O agora. Um turista passa pela vida como quem passa por hotéis de cinco estrelas. Um viajante quer a vida descalça. Sentir a terra molhada. Os cheiros. O carisma de um céu estrelado. Há quem seja viajante. E há quem seja turista. Um viajante usa os dois pulmões. O turista deixa-os em casa, com medo da constipação. A vida quer-se constipada, a fungar do nariz. É sinal de atrevimento. De risco. De noites ao relento. Num qualquer banco de jardim desse mundo fora. Há quem seja viajante. Há quem seja turista. Há quem não viva com medo de sentir. E há quem sinta tudo. Tem noção do medo. E mesmo assim continua a sentir. Arreganhados. Até ao tutano. É. Quero que os turistas da vida se f*dam.
terça-feira, 17 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Puto da Turquia
terça-feira, 20 de março de 2012
Dois anos e picos
Hoje. Ruas das Portas de Santo Antão. Lisboa. Ali entre o D. Maria e o Politeama. No 'lusco-fusco', neste dia que se diz primo da Vera. Uma criança dos seus dois e picos anos. Numa daquelas bancas de rua... mercearia de azulejos. Cheirou todas as frutas que estavam na banca. E colocava-se em bicos de pés sobre as caixas coloridas. Durante mais de dez minutos correu todas as frutas. Inspirava fundo a cada fruta. Depois sorria. E abria os braços. Metaforicamente sentido. Foi bonito. Porque a vida tem que ser assim. Respirar tudo o que nos faz sentir realmente bem. Seja qual for a fruta, o feitio. A cor da terra. O sabor da pele. E abrir os braços. E sorrir. Sorrir muito e bem, como uma criança de dois anos e picos. Em cima de uma caixa de frutas. Neste entardecer que se diz de azulejos. Azuis. :)
segunda-feira, 19 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Espanto[te]
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Diferença
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Narrar
"Que outra coisa fazemos quando pensamos no nosso próprio passado e nos comprazemos em reconhecer os sinais do presente ou do futuro? Esta construção dá, em substância, um significado ao tempo. E o narrar é, em suma, apenas um meio de o transformar em mito, de lhe fugir."
Cesare Pavese, in 'O Ofício de Viver'
Cesare Pavese, in 'O Ofício de Viver'
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Véu
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Segue o teu coração
"Lembrar-me que inevitavelmente terei que morrer é a mais importante ferramenta que eu alguma vez encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo - todas as nossas expectativas externas, todo o nosso orgulho, todo o nosso medo do embaraço ou fracasso - todas estas coisas simplesmente caem em face da morte, deixando apenas aquilo que é realmente importante. Lembrares-te que mais cedo ou mais tarde vais morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de que temos alguma coisa a perder. Nós já estamos nús. Não existe nenhuma razão para não seguirmos o nosso coração."
Steve Jobs
Steve Jobs
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Degrau
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Intemporal
Não comprei prendas de Natal. Nem tenciono comprar. E raramento compro. Porque o importante é invísivel. E intemporal. Ficar portanto não aqui, mas aí...bem aí...em cada um dos miocárdios que gosto e respeito o meu presente. Que todos tenham a capacidade de sonhar, e de lutar pelo que cada um de nós 'mais' tem. O coração. Porque podem tirar-nos tudo, mas o que temos no cérebro e no coração... isso ninguém nos tira. Obrigada. Voltem sempre e tragam um sorriso e se possível um... sonho ;)
[clicar Bica - Lisboa]
[clicar Bica - Lisboa]
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Aorta
Hoje um aluno chorou.
No meio dos soluços murmurou: "Na vida... eu não consigo nada. Já não sonho".
O que eu gostava mesmo... era dar o mundo e todos os sonhos que cabem nele.
Restou-me um abraço. Apertado. E um: "Acredita em ti. Porque eu já acredito." ...
Bestas quadradas do meu miocárdio, não voltem a dizer que não conseguem, que já não sonham. A modos que eu fico toda lixada da aorta. Obrigadinha. [clicar Ilha do Príncipe 2011]
No meio dos soluços murmurou: "Na vida... eu não consigo nada. Já não sonho".
O que eu gostava mesmo... era dar o mundo e todos os sonhos que cabem nele.
Restou-me um abraço. Apertado. E um: "Acredita em ti. Porque eu já acredito." ...
Bestas quadradas do meu miocárdio, não voltem a dizer que não conseguem, que já não sonham. A modos que eu fico toda lixada da aorta. Obrigadinha. [clicar Ilha do Príncipe 2011]
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Todo o Presente Espera pelo Passado para nos Comover
"Há vária gente que não gosta de evocar o passado. Uns por energia, disciplina prática e arremesso. Outros por ideologia progressista, visto que todo o passado é reaccionário. Outros por superficialidade ou secura de pau. Outros por falta de tempo, que todo ele é preciso para acudir ao presente e o que sobra, ao futuro. Como eu tenho pena deles todos. Porque o passado é a ternura e a legenda, o absoluto e a música, a irrealidade sem nada a acotovelar-nos. E um aceno doce de melancolia a fazer-nos sinais por sobre tudo. Tanta hora tenho gasto na simples evocação. Todo o presente espera pelo passado para nos comover. Há a filtragem do tempo para purificar esse presente até à fluidez impossível, à sublimação do encantamento, à incorruptível verdade que nele se oculta e é a sua única razão de ser. O presente é cheio de urgências mas ele que espere. Ha tanto que ser feliz na impossibilidade de ser feliz. Sobretudo quando ao futuro já se lhe toca com a mão. Há tanto que ter vida ainda, quando já se a não tem..."
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 5'
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 5'
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Engenheiro. Senhor Engenheiro.
Houve um dia. Que falamos de sonhos.
E ninguém os tinha.
Houve um dia. Que uma das crianças disse que tinha o sonho de ser engenheiro.
E as restantes crianças rebolaram no chão. A rir.
Houve mesmo quem chorasse, agarrado à barriga. De tanto rir.
... Era absurdo. Era tão absurdo alguém sonhar. E logo ser engenheiro. Que dava para rir. A bom rir.
E escureceu. E ficou de noite. E era hora do jantar. E no meio do nada. Sem luz. Floresta por todos os lados. Este. Norte.
E a tal criança. A única. Aquela que tinha o atrevimento de sonhar. Subiu a uma árvore. E colheu fruta. E jantamos. Foi o único que se atreveu, no meio de toda aquela escuridão. E os outros que riram durante a tarde, da loucura do seu sonho. Agora jantavam, pelo seu atrevimento. Chovia. Foi talvez da noite mais clara e mais quente de todas as viagens. No fim. Dormimos. No chão molhado. Sobre as estrelas. Na fotografia. Do lado esquerdo, a criança que sonha. E que já é engenheiro do seu próprio sorriso. [A propósito do dia Mundial dos Direitos Humanos, partilho esta história que é tão minha. Por um mundo, em que ainda possa ser possível... sonhar.]
E ninguém os tinha.
Houve um dia. Que uma das crianças disse que tinha o sonho de ser engenheiro.
E as restantes crianças rebolaram no chão. A rir.
Houve mesmo quem chorasse, agarrado à barriga. De tanto rir.
... Era absurdo. Era tão absurdo alguém sonhar. E logo ser engenheiro. Que dava para rir. A bom rir.
E escureceu. E ficou de noite. E era hora do jantar. E no meio do nada. Sem luz. Floresta por todos os lados. Este. Norte.
E a tal criança. A única. Aquela que tinha o atrevimento de sonhar. Subiu a uma árvore. E colheu fruta. E jantamos. Foi o único que se atreveu, no meio de toda aquela escuridão. E os outros que riram durante a tarde, da loucura do seu sonho. Agora jantavam, pelo seu atrevimento. Chovia. Foi talvez da noite mais clara e mais quente de todas as viagens. No fim. Dormimos. No chão molhado. Sobre as estrelas. Na fotografia. Do lado esquerdo, a criança que sonha. E que já é engenheiro do seu próprio sorriso. [A propósito do dia Mundial dos Direitos Humanos, partilho esta história que é tão minha. Por um mundo, em que ainda possa ser possível... sonhar.]
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Bicos de pés
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